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Carlos Alberto Bencke e Rodrigo Ribeiro Sirangelo

Publicado em 09/08/16

Mediação: cultura de pacificação social.

É da cultura do nosso povo, ainda mais aqui no Rio Grande do Sul, buscar o Poder Judiciário instantaneamente quando surge algum conflito ou litígio. 

O prejudicado ingressa com uma demanda judicial, a outra parte é citada, apresenta defesa, são produzidas provas e, ao final, após longa tramitação, um terceiro, o Juiz, decide a desavença conforme o que está no processo.

A decisão do Juiz, via de regra, contempla e atende aos interesses de apenas uma das partes. Daí vêm os recursos, o tempo vai passando e a solução concreta demora a se efetivar no mundo dos fatos.

Pois este artigo busca tornar público, divulgar, que existe outra forma de se tentar solucionar um conflito, muito mais célere e mais econômica, seja no quesito tempo, seja no quesito dinheiro, sem a necessidade de buscar o Poder Judiciário.

Trata-se da Mediação, um método autocompositivo de resolução dos conflitos, em que as soluções são encontradas consensualmente, a partir do reestabelecimento do diálogo entre os envolvidos, de acordo com os seus interesses e as suas necessidades.

Ou seja, na mediação, não é um terceiro quem vai decidir a solução jurídica mais justa para determinado conflito, mas os próprios envolvidos, com a ajuda do mediador — figura isenta, preparada —, que não vai julgar nem mesmo sugerir qual é a melhor solução.

Isto é, as partes em conflito, chamadas de mediandos, juntamente com seus advogados e com a ajuda do mediador, é que vão decidir o litígio, o que faz com que a solução encontrada atenda às expectativas de ambos e venha a ser cumprida pelos dois lados.

A grande dificuldade a vencer é a cultura da sentença ou do litígio. É preciso enxergar que essa cultura de buscar o Poder Judiciário automaticamente quando um conflito aparece, às vezes, não resolve, não satisfaz os envolvidos e, ainda, incentiva o conflito e o rompimento do diálogo.

A Mediação fundamenta-se, justamente, na cultura do diálogo, da escuta e da comunicação. Do reestabelecimento das relações entre os envolvidos. Uma cultura de pacificação social e, não, de guerra.

Portanto, a solução de um determinado conflito pode estar bem mais perto do que você imagina, bastando, em algumas situações, que os interessados dialoguem e sejam ouvidos. A Mediação está aí para isso, para incentivar a cultura da paz, da composição e da humanização.

Claro que a Mediação não resolverá todos os conflitos, havendo casos em que o Judiciário dará a última palavra. Mas, é bom saber, até no âmbito judicial é possível fazer mediação. Quer dizer, se você já está litigando na Justiça, a Mediação durante o processo pode ser o caminho da solução célere, eficaz e que contemple os interesses e necessidades de ambos os litigantes.

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