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Rodrigo Ribeiro Sirangelo

Publicado em 17/04/17

Segurança no trabalho rural.

Em tempos de grandes safras e de crescimento das áreas de plantio em todo o Rio Grande do Sul, como consequência temos o aumento na utilização de agrotóxicos nas lavouras e a elevação dos riscos de contaminação dos trabalhadores rurais, vítimas de problemas neurológicos, respiratórios e, até mesmo, de esterilidade e câncer em razão do contato com as substâncias químicas presentes na composição dos agrotóxicos.

Claro que, no desenvolvimento de uma atividade laboral, seja no campo ou na cidade, há medidas prévias que buscam prevenir os riscos, que buscam eliminar os perigos ao trabalhador. Medidas que, direcionadas à fonte dos riscos e dos perigos, evitam ou, pelo menos, reduzem a sua produção.

Mas, como os riscos normalmente estão presentes em qualquer negócio a despeito das medidas que buscam a sua eliminação, no trabalho rural, especialmente, é muito importante que os trabalhadores sejam treinados e conscientizados a fazer uso dos chamados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que visam à proteção da sua saúde e à redução dos riscos e dos danos da atividade rural.

Viseira ou óculos de proteção, touca árabe – aquelas que protegem a cabeça e o pescoço contra a névoa da pulverização –, respirador, vestimenta hidrorrepelente – incluindo calça, jaleco e touca –, além de luvas e botas, são equipamentos que precisam ser utilizados na atividade do campo.

De acordo com as normas de segurança e medicina do trabalho, compete ao empregador adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade, exigir o seu uso, fornecer ao trabalhador somente o EPI aprovado, orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, a guarda e a conservação; substituir imediatamente quando danificado ou extraviado, além de responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica dos EPIs.

Quanto ao empregado, compete-lhe usar o EPI apenas para a finalidade a que se destina, responsabilizar-se pela guarda e conservação; comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso, além de cumprir as determinações do empregador sobre a utilização adequada.

Há, por exemplo, uma ordem, uma sequência recomendada tanto para colocação quanto para retirada dos EPIs após finalizada a aplicação dos agrotóxicos, como forma de minimizar os riscos de contaminação, sobre o que os trabalhadores rurais precisam ser devidamente informados, treinados e fiscalizados.

A utilização correta dos EPIs tem relação direta com a redução dos índices de intoxicação pelos agrotóxicos e, por conseguinte, com a produtividade do agronegócio. Quanto menores forem os índices de intoxicação, menor será o absenteísmo – faltas ao trabalho –, diretamente relacionado com a baixa produtividade nas empresas, com a ineficiência e com a ineficácia de uma organização.

Portanto, empregadores e trabalhadores rurais, informem-se, fiquem atentos e exijam a utilização correta dos EPIs na atividade do campo, o que contribuirá à redução dos riscos da operação e à produtividade do agronegócio.

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